O céu é o limite!

Não é a serra mais alta do país, mas mostrou-nos “que gostava de ser”. A cada subida que surgia, sem tempo para recuperar o fôlego da anterior, perguntava “há mais?!”. Havia.
Subir, subir, subir até arfar e descer vertiginosamente. Uma montanha russa “à portuguesa” com a nossa paisagem única.

A serra da Lousã é de facto “encantada” e a equipa do Montanha Club fez questão de nos proporcionar a passagem pelos mais diversificados cenários que Lousã nos oferece. Trilhos recônditos, trilhos técnicos, cascatas, riachos, levadas vertiginosas. Senti a determinada altura que estava a viver várias provas numa só!


Os 2000 metros de desnível positivos, que estavam prometidos em 26 km, pareciam intermináveis. Via as horas a passar e os quilómetros pareciam não avançar. Ia impondo o meu ritmo, tentei não me levar pelo cansaço e corria sempre que não tinha de “escalar”. Num ritmo que alivia a tensão e que nos dá uma força extra para continuar.

Se as subidas eram de ficar sem fôlego as descidas eram de cortar a respiração, em modo downhill.

Precisei de 5h para chegar à meta! É um bom exemplo para dar quando afirmam, “26km?! Isso é penauts”. Fiz uma maratona em 3h57, 50km do Sicó em 7h, acho que dá para perceber que foram 5h durinhas para fazer “só” 26 km!


A ambição da organização em colocar a serra da Lousã no campeonato nacional de Trail e internacional de Skyrunning está clara, pelo nível de prova que nos desafiou.

Apesar do “empeno” quero voltar à serra da Lousã. Quero conhecê-la melhor, desfrutar das paisagens com mais calma, dos riachos, das piscinas naturais e do famoso escorrega!

Parabéns a todos os que se atreveram!

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