EAT CLEAN


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Quando o blog fez um ano escrevi sobre as minhas convicções. Uma delas mais controversa, Eat clean. O termo eat clean trás, por norma, uma discussão profunda e controversa porque a minha filosofia é de “equilíbrio”. Nem tudo o que partilho é considerado saudável no mundo do fitness. No entanto, quando passei a encarar calorias como energia (como deve ser encarada!), encontrei esse equilíbrio entre treinar e comer melhor. Isso permite que coma o que gosto, mas de uma forma equilibrada. Precisamos de calorias para viver, mas podemos escolher, que tipo comer e em que quantidades.

Foi um tema que discuti bastante com o Nuno Martins, porque acreditamos que não se trata de um conceito restrito e muitas vezes mal aplicado.
Como sabem o Nuno colabora comigo em alguns conteúdos e desafie-o a escrever sobre este tema!

“O conceito de equilíbrio energético é algo que ainda hoje é uma fonte de confusão para muitas cabeças. “Mas eu pensava que para perder peso tinha de comer apenas limpo e cortar nos pecados”… Mas não. Este conceito explica que as variações do peso no nosso corpo podem ser preditas através do equilíbrio entre energia consumida vs despendida. Vamos olhar para 3 exemplos muito práticos:

1. Pessoa que come exatamente as mesmas calorias que gasta ao longo do dia
2. Pessoa que come mais calorias do que gasta ao longo do dia
3. Pessoa que come menos calorias do que gasta ao longo do dia

O que irá acontecer nestes casos? No caso (1), em que a pessoa se encontra em perfeito equilíbrio energético, o peso desta pessoa irá ficar relativamente constante, fora certas flutuações provocadas por desequilíbrios de água internos. No entanto, nos restantes casos o mesmo não irá acontecer. Enquanto no caso (2) a pessoa irá ganhar peso, na situação (3) a pessoa irá perder! Magia? Não… energia! Então tudo o que precisamos para perder peso é… criar um défice calórico? Comer menos do que gastamos? Não será a única coisa mas será sem dúvida o primeiro passo!
O segundo passo, tendo as calorias no ponto em que precisamos para atingir o nosso objectivo, é introduzir o conceito de macronutrientes. Podemos considerar estes como subdivisões das calorias, destacando-se os 3 famosos:
– Proteína
– Gordura
– Hidratos de Carbono

Todos têm as suas funções! E como tal, nenhum deve ser evitado e demonizado. Qual é a importância deste grupo? Resumidamente, estes irão definir qual a “qualidade” da nossa composição corporal. Vamos comparar os seguintes dois casos:

1. Pessoa num défice calórico a consumir proteína suficiente
2. Pessoa num défice calórico a consumir proteína insuficiente

Considerando que ambas as pessoas realizam treino de força, qual delas terá melhor composição corporal? A primeira! Porquê? Porque níveis de proteína suficientes são fulcrais para uma manutenção e ganho de massa muscular, permitindo manter um corpo mais firme e menos “flácido”. Embora tenha falado apenas dos “grandes 3”, é preciso ter conta outras componentes como a fibra, gordura saturada e todos os micronutrientes englobando vitaminas e minerais, sem esquecer a nossa amiga água! Sem um bom consumo de todos estes, o corpo nunca irá funcionar em pleno!

Agora perguntam-me: “e quantas refeições devo fazer por dia? Com quantas hora de intervalo? E suplementação?”


Muito simples…PORMENORES! Se as calorias, macronutrientes, micronutrientes, hidratação, treino e descanso estiverem adequados, todas as restantes questões se tornam pormenores, embora possam ter a sua importância em alguns contextos. No entanto, é um erro colocar a carroça à frente dos bois como muitas pessoas fazem, ao pensar na suplementação e alimentação pós treino quando não têm qualquer percepção e domínio dos básicos!

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p style=”text-align: left;”>Voltando ao ponto inicial deste artigo, onde entra o conceito eat clean? Ao longo dos anos tem se gerado um enorme controvérsia com a introdução de abordagens mais flexíveis com a dieta, ao permitir a inclusão de alimentos considerados “pecados”. Surgiram, no entanto, dois grupos radicais:
– Comer limpo é a única solução
– Só as calorias importam e a qualidade dos alimentos é insignificante

Como sempre, a resposta certa pode e deve ser procurada no meio, num equilíbrio. É nisso que acredito e é isso que aplico. Embora tenha o cuidado e preferência de consumir produtos especialmente nutritivos e considerados “clean”, não tenho medo de incluir alimentos fora deste grupo restrito e aventurar-me com escolhas diversas e apetitosas.

É uma questão de equilíbrio!“

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