Detox. Um plano ou um estilo de vida?

Quando decidi fazer alguns textos em parceria com o Nuno, já sabia que iríamos abordar vários temas com perspectivas diferentes. A minha, mais defensora do que sinto e gosto e a do Nuno, seguramente, mais científica. Esse era também o nosso objectivo. Nem sempre estamos de acordo e uma boa discussão serve sempre para aprendermos mais. Detox era um desses temas!
Detox, ou planos detox, sempre foi um tema delicado. Primeiro porque já segui planos detox, vi alguns resultados, e porque gosto de incluir no meu dia a dia superalimentos que me ajudem a manter o meu bem estar. A verdade é que também percebi, e já falei nisso aqui, que também encontramos vários super alimentos no nosso dia a dia, bem mais económicos.
No fundo, acredito que seguir um plano detox, é mais que 2 ou 3 dias, é sim, incluirmos na nossa rotina alimentar alimentos que ajudem o nosso organismo a fazer esse trabalho.
E quando se trata de um incentivo para uma nova fase, podemos começar por esses alimentos e ir aprendendo e incluindo super alimentos que até então desconheciamos.

Quem me segue sabe que gosto de incluir mix de proteína vegetal, algas, muitas vezes por ser prático, mas junto isso à minha alimentação regular e acredito que assim é possível manter o equilíbrio.
Gosto muito dos livros da Lilian Barros, que recomendo, porque dão ideias para sumos diferentes e, como lhes gosto de chamar, vivos, mas sou apologista que o plano… vire rotina.

O Nuno, explica-vos porquê… 

2016 acabou. “Olá 2017!” E com 2017… chegam as resoluções de Ano Novo. Olhamo-nos ao espelho, pensamos nos banquetes diários da semana passada e os sentimentos de culpa acumulam-se. “Desta vez é que vai ser! Vou perder os quilos que tanto preciso!” E nada melhor do que começar com uma(s) semana(s) de detox à base de líquidos! Que implicações é que isto tem?

– Existe uma ilusão de perda de peso devido à redução do volume de alimentos consumidos e a uma desidratação corporal com uma perda rápida de glicogénio (hidratos de carbono armazenados)

– Restrição calórica excessiva e desnecessária com eliminação de grupos alimentares essenciais como proteínas e gorduras

– Recuperação rápida do peso perdido ao retomar os hábitos iniciais

Porque é que um clássico detox não é a solução? Porque temos diversos órgãos cuja função é exatamente essa! Não precisamos de produtos à base de magias e feitiçarias para limpar o nosso organismo. Na verdade, os promotores destes produtos não conseguem enumerar sequer uma única toxina…

No entanto, será que tudo é mau num “detox”? Não! Há um ponto importantíssimo que devemos realçar nesta abordagem:

Maior consumo de líquidos, frutas e vegetais!

Se o consumo elevados destes 3 se encontra associado a um melhor funcionamento do organismo, otimizando o trabalho da nossa “maquinaria desintoxicadora”, porque não tornar este conceito num estilo de vida?

Essa sim é a solução! Mas…como podemos incorporar o conceito “detox” no nosso dia-a-dia? Muito simples:

– Não associes o conceito “detox” a chás mágicos ou suplementos com nomes asiáticos. Para além de serem caros, provavelmente não irão ajudar em nada a não ser que te permitam ter um consumo de líquidos adequado.

– Tem um consumo adequado de frutas (pelo menos 2-3 peças por dia)

– Aumenta o consumo de vegetais especialmente às refeições principais. Para além de serem ricos nutricionalmente, têm uma baixa densidade energética permitindo que comas uma grande quantidade sem um valor elevado de calorias.

– Tem um consumo adequado de líquidos. Não existe um valor mágico mas se a urina for transparente pelo menos 5 vezes por dia, é bom sinal!

Concluindo… o detox é mau? Sim e…não. Diria apenas que é um conceito mal utilizado. O detox não é uma semana extrema para resolver estragos de meses/anos mas sim um estilo de vida. Aumenta o consumo de líquidos e alimentos nutritivos, sê activo, relaxa e deixa o teu corpo desintoxicar por si mesmo!

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